Templo do Olorun

MANIFESTO DO TEMPLO DE OLORUN
O Templo de Olorun nasce com o objetivo fundamental de cultuar, preservar e fortalecer toda a cultura espiritual herdada de nossos ancestrais no Brasil, trazida pelas vítimas do flagelo da escravidão. Essa herança sagrada resistiu ao tempo, à violência e às tentativas sistemáticas de apagamento cultural, impostas por processos históricos marcados pela censura, discriminação e intolerância religiosa.
Ao longo da história, desde o Brasil Colonial até os dias atuais, já no período Republicano, as religiões de matriz africana e o Espiritismo sofreram distorções de sua verdadeira essência, frequentemente ocultadas ou fragmentadas por influências externas, por imposições eurocêntricas e até orientais, bem como por ações isoladas movidas por vaidades e egos pessoais. Esses fatores impediram a construção de uma liderança unificada e de uma voz legítima, respeitada e representativa perante a sociedade.
O Templo de Olorun ergue-se como um ato de resistência espiritual, cultural e social. Torna-se uma Organização Não Governamental (ONG) para responder às necessidades institucionais, culturais, sacerdotais e filantrópicas da comunidade espírita e afro-religiosa, reafirmando seu compromisso histórico com a assistência social, exercida sem qualquer distinção, censura ou discriminação religiosa, racial, social ou cultural.
Este manifesto afirma o propósito de conceder representatividade, legalidade e voz à comunidade espírita e às tradições de matriz africana em todo o território nacional, combatendo toda forma de intolerância e negacionismo religioso.
A instituição, denominada Sociedade Espírita Mantenedora Templo de Olorun, com nome fantasia “TEMPLO DE OLORUN”, cultuará as diversas nações do Candomblé, seguindo rigorosamente os desígnios de Ifá, por meio dos Odus, respeitando seus fundamentos, ritos e ensinamentos ancestrais. Em sua estrutura física, o templo contará com 16 portas, correspondentes aos Odus e, consequentemente, aos Omo Odus principais, simbolizando a pluralidade dos caminhos espirituais e o respeito aos destinos individuais.
Serão mantidos espaços específicos para os cultos oriundos do Espiritismo, bem como áreas apropriadas para todas as práticas afro-religiosas, sem qualquer forma de censura, repressão ou discriminação, assegurando liberdade de culto, expressão espiritual e dignidade religiosa.
O Templo de Olorun se estabelece como território sagrado de acolhimento, saber, resistência e fé, afirmando que nossa espiritualidade não pede permissão para existir — ela existe, resiste e se manifesta.
Fernando TY esidente do Conselho Sacerdotal
Agenor de Oxalufan – Presidente do Conselho de Administração
Seja Bem vindo ao Templo do Olorun onde o mensageiro é Oxalufan!
















